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Análise Semanal 05/03

Publicado em 05.03.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Uncategorized

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Gráficos: Ibov, DJI, Fluxo 10 Mais, Fluxo Bovespa, SMLL, PETR4, VALE5, Dólar e VIX.
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Importante: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

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A subjetividade do Mercado: A teoria de um famoso jogador de Futebol

Publicado em 03.03.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Colaboradores

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Me assusto quando vejo lendas, astrologia, ocultismo, advinhação e todo tipo de tentativas de se adivinhar para onde o mercado vai. Está virando senso comum, que a cada dia ganha novos adeptos. É só algum “iluminado” aparecer com algo novo, vamos supor que do nada apareça um boato que o LHC, experimento situado entre a França e a Suíça, ao fazer chocar suas partículas, tenha gerado uma nova dimensão, onde é possível adivinhar os rumos do Mercado Financeiro. O único porém e que essas informações não poderão ser confirmadas antecipadamente e que o interessado terá que raspar a cabeça para facilitar a comunicação.
Eu aposto com qualquer um, que irão surgir milhares e milhares de carecas, em todo o mundo. Infelizmente absurdos como esse (talvez não tão teatrais como) aparecem de tempos em tempos, e levam muita a gente ao prejuízo.
Na avaliação de um Ativo, o que importa, acima de tudo, é o que a massa (compradores e vendedores) farão, buscar entender o comportamento, seus medos e anseios, podem te colocar a alguns segundos do movimento. Por isso não adianta encher seus gráficos com indicadores técnicos, médias móveis das mais variadas, formatos e formações capilares, e por aí vai. Você basicamente estará instalando o caos em suas avaliações, e se for um DayTrader então, ficará impossibilitado de tomar as rápidas decisões que os tempos gráficos para essa modalidade exigem. MAIS, em algumas situações, pode significar MENOS. Quanto mais facilitadores plotados no seu gráfico, mais confusão você terá, mais conflitos de direções terá, e mais difícil será a tomada de decisão.

Busque a simplicidade em seus gráficos, sem abrir mão da máxima eficiência.
Para exemplificar, uma das confusões mais comuns, entre centenas e centenas, são as Médias Móveis (MM). Não adiante plotar “n” MM´s no seu gráfico (no mercado tem gente que usa de 2, 5, 9, 13, 14, 21, 25, 30, 44, 57, 65, 100, 110, 150 e 200 períodos). Não podemos esquecer que elas podem ser Simples, Exponenciais, Triangulares, entre outras. E aí, qual usar? Confundiu a sua cabeça? Pois é, é de confundir mesmo. A única justificativa que vejo para a maioria das MM usadas e divulgadas na Internet é exatamente a falsa comodidade de se usar a X e não a Y, “…pois no meu gráfico ela ficou visualmente mais agradável…“. Basta ter coincidido com a alguns poucos pontos de suporte e resistências, e pronto, bate-se o martelo e está eleita aquela MM como a salvação da lavoura, sem back tests, sem ao menos tentar, visualmente, voltar no gráfico, um período de 10 anos (ou mais), e analisar desde então tal média.

Funcionou para uma meia dúzia de Ativos, analisados em curtos períodos de dias e pronto. Eis mais uma comparação com a história do LHC, que inventei acima.

O mercado é traiçoeiro e dono de si. Ele não respeita a sua opinião e muito menos sabe quem você é. A única forma de estar alinhando com ele é se alinhar com a massa (mas tomando cuidado de não cair no “efeito manada”), que faz o preço subir ou cair, que manipula, especula e investi em A, B ou C. Querer reinventar a roda, pode te levar à um grande prejuízo, isso se você não falir antes.

Por tanto, todo cuidado é pouco, o que você precisa ver não é o que é conveniente para você e sim o que é ou possivelmente será conveniente para a massa. Entendeu a diferença?

Um grande abraço.

Ps.: Quase me esqueci. A respeito da teoria do famoso jogador de Futebol, é exatamente o que acontece no Mercado Financeiro (“ver o que se quer ver“). A teoria se resume em “…em uma bela madrugada, um famoso jogador de um time Paulista saiu da balada e resolveu se divertir com algumas garotas de programa. Depois de uma confusão danada, com direito a Delegacia de Polícia e mídia, ele jurava que estava vendo 3 lindas mulheres (assim como a maioria jura estar vendo que os indicadores plotados no gráfico indicam uma direção X), mas na verdade eram 3 Travestis. Ele diz de pés juntos que viu uma coisa (sera?), mas levou outro produto…”.

Outro ponto que ia me esquecendo, você também deve estar se perguntando, quem é a bela da foto no início dessa postagem. Pois é, não é ela, é ELE. É a Travesti Patrícia Araújo, que a pouco tempo desfilou em um famoso evento no Rio de Janeiro.

Meu amigo, muito do que vemos na Análise Técnica não é o que parece, e sim o que gostaríamos de ver, uma espécie de “auto-sabotagem”. Por isso deixo a pergunta no ar: Será que você não está se enganando, vendo o que gostaria de ver em seus gráficos, vendo o que seria conveniente para você, e não o que o mercado está sinalizando de fato?

Nota: Quero deixar claro que não tenho qualquer preconceito a respeito da comunidade GLS. Sou totalmente contra toda e qualquer forma descriminatória, entre elas a Homofobia.

Este artigo foi escrito por Weberson Luis no seu blog http://www.negociaacao.blogspot.com

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Análise Semanal 26/02

Publicado em 26.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Uncategorized

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Gráficos: Ibov, DJI, Fluxo 10 Mais, Fluxo Bovespa, Fluxo BMF, PETR4, VALE5, GGBR4, CSNA3, LADNY e VIX.
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Importante: O vídeo têm propósito exclusivamente informativo e o intuito apenas de servir como um canal de discussão sobre estratégias gráficas. Em nenhum momento, as opiniões pessoais do autor representam recomendações de investimento financeiro de qualquer natureza. O autor não recomenda que seja feito uso desses modelos em aplicações comerciais e por sua vez, não se responsabiliza por decisões de investimentos que venham a ser tomadas com base nas informações divulgadas.

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Depoimentos – Nilton Moura

Publicado em 25.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Depoimentos

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Depois de um bom tempo sem publicar depoimentos aqui no blog, o Nilton, recentemente, me enviou seu relato e achei que deveria reativar esta categoria.

É muito gratificante perceber que o trabalho realizado aqui no blog, pode servir de inspiração para que outros investidores busquem o aprendizado financeiro.

Muito obrigado, Nilton !

Se desejar também participar da seção depoimentos, envie o seu relato através do formulário de contato.

Christian bom dia,

Vou deixar meu comentário e contar um pouco sobre as experiências boas e ruins que tive com o mercado, Bovespa e BM&F, e as crueldades que podem rondar uma Day Trade.

Comecei a realizar operações e estudar o mercado quando recebi o dinheiro da venda de um imóvel, coloquei na “brincadeira” algo entre 70k e 80k. Fiz um curso rápido para entender as portas que estariam abertas neste mundo e aprender análise gráfica.

No início minha vontade era realizar operações de médio prazo, blue chips, acompanhar ciclos, mitigar riscos e tudo o mais. Mas acabei querendo ver o circo pegar fogo e coloquei 20k para operar contratos mini do IBOV na BM&F, lucro GIGANTE, prejuízo MAIOR. Na primeira semana fechei 6k de lucro na BM&F, 30% em uma semana? Pensei comigo, pronto, encontrei a galinha dos ovos de ouro. Na segunda semana foram quase 3k e de repente em um dia uma operação errada, ou não, porque já não sabia mais o que estava acontecendo estava iniciada a crise mundial e a volatilidade, foram-se 4k. Desde então começaram os prejuízos, o desespero e o pior “TENTAR RECUPERAR”, essa é a mentalidade que trai qualquer investidor.

Em meio a isso, as análises já não cabiam e não funcionavam mais, foi quando procurei diversas fontes de informação, fóruns de pessoas sem noção, day traders que curtem MICOS, análises furadas das corretoras, e o site que realmente me fez enxergar muito que não via, CHR Investor.

Já tinha na cabeça a idéia inicial de operações fundamentadas de curto e médio prazo, utilizando a análise gráfica como uma referência de entrada saída e maximização de lucros, papéis líquidos e análises de cenários globais, macro-economia, tendências, fora da manipulação dos peixes grandes e dos MICOS do mercado.

Vou encurtar a novela, hoje tenho na cabeça que o mercado é SIM uma bela fonte de maximizar lucros com investimentos, desde que seja estudado, fundamentado, disciplinado e bem pensado. Sites como o seu ajudam MUITO a entender o que está acontecendo em âmbito global, o que é vital para sobrevivência no meio, por isso, parabéns pelo trabalho, o motivo a seguir passando seu conhecimento e experiência de mercado adiante. Já indiquei suas análises a diversos colegas que vieram me perguntar sobre mercado financeiro, pessoas que sempre tendem a ir para o mesmo lado e acabam perdendo muito dinheiro, como eu perdi, querem ficar ricos com a “Bolsa” e assumem um risco desnecessário que em 90% dos casos acaba em prejuízo.

O mercado não é cruel, não é impiedoso, ele respeita quem o respeita e se aplica intelectualmente à sua grandeza e complexidade de dados e informações.

Hoje estou voltando às operações com a mentalidade inicial, curto e médio prazo, estudando muito, sem fazer loucuras e almejando um lucro satisfatório, sem MILAGRES.

Um grande abraço e novamente PARABÉNS!

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Risco x Lucro

Publicado em 22.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Cada oportunidade de ganho no mercado exige também tomar determinado risco. Grandes ganhos estão associados a grandes riscos.

A afirmação acima parece muito obvia, mas muitos traders (até experientes) se iludem com a expectativa de descobrirem um trade system infalível e livre das perdas.

Um trade system (TS) pode ser classificado dentro de três modelos básicos: trend following, contra-tendência e arbitragem.

Normalmente no modelo de trend following o trader se depara com pequenas perdas e pequenos ganhos. O sistema procura insistentemente um trend e sai rapidamente da operação assim que os preços começam a se mover na direção contrária. Desta forma, é normal ocorrerem um número maior de operações perdedoras do que vencedoras. Se aumentamos a nossa tolerância ao risco, ou seja, usando um trend mais lento ou um stop loss mais amplo, o TS vai apresentar um número maior de operações vencedoras, mas consequentemente perdas financeiras mais altas e uma maior volatilidade do próprio capital.

As estratégias contra-tendência normalmente assumem um risco maior. Os lucros são menores mas ocorrem com mais frequência do que as perdas. Porém, ao ser stopado o trader costuma sofrer um grande prejuízo. Na prática, a lógica da contra-tendência é a mesma do trend-following, apenas com o sinal invertido.

Já a arbitragem procura “eliminar” o risco comprando um determinado ativo e vendendo outro que tenha uma correlação negativa. Neste tipo de operação, a possibilidade de perda torna-se muito limitada, mas ao mesmo tempo o lucro também é muito reduzido.

Não existe um modelo secreto de trading capaz de produzir apenas operações vencedoras. Certamente alguns trade systems são melhores que outros, mas nenhum deles está imune de assumir riscos.

É inevitável… quanto maior o ganho, maior o risco… e a única forma de não correr nenhum risco é não operar no mercado.

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Fluxo Investidores 2009

Publicado em 09.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Fluxo Investidores

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Tabela Mensal Fluxo

Estrangeiros x Pessoa Física

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Fluxo Mensal Estrangeiros Fluxo Estrangeiros x Ibov

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Em 2009 os estrangeiros voltaram com toda força para o mercado brasileiro. Fecharam o ano com um saldo positivo acima de R$20bilhões. Se não contarmos os meses de Janeiro (-R$646milhões) e Junho (-R$1,093bilhões), em todos os outros meses,os gringos compraram mais do que venderam.

Olhando para os gráficos (abaixo) do fluxo do investidor estrangeiro fica muito evidente, apesar da forte entrada da pessoa física na bolsa, que o principal índice brasileiro depende do rumo do capital externo.

Por este motivo, a atual correção iniciada em Janeiro merece uma maior atenção por parte do investidor. Em Janeiro, o saldo ficou negativo em pouco mais de R$2 bilhões, e até agora em Fevereiro a sangria continua. Até o dia 04/02 já saíram R$262milhões.

Repiques sem a presença do capital de fora são possíveis. Uma retomada da tendência de alta, apenas com o investidor pessoa física me parece muito improvável.

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Olhando o passado

Publicado em 02.02.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias, Opinião

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Muitos investidores tem se perguntado nas últimas semanas se a atual correção dos preços nos mercados é apenas um ajuste temporário ou se de fato estamos diante de uma nova onda de baixas. Difícil prever o futuro, mas algumas observações podem ser feitas.

Primeiramente,devemos fazer uma distinção entre o pânico e os “bear markets” (mercados com tendência de baixa). A diferença entre pânico e bear market não é o estrago causado nos preços, mas a duração e o impacto na psicologia dos agentes de mercado. Nos mercados financeiros, costuma-se dizer que pânicos devem ser usados como boas oportunidades de compra, enquanto “bear markets”  devem ser vendidos tão logo são identificados. Sem dúvida, o difícil neste caso, é identificar corretamente ambos.

O passado nunca é um guia perfeito para o futuro, que é sempre incerto. Mas ignorar totalmente as lições do passado pode ser um erro fatal para o investidor. Pensando desta forma, resolvi estudar dois exemplos de “bear markets” para saber o que ocorreu durante estas épocas difíceis.

O primeiro exemplo, é o período entre 1997 e 1999 quando o Ibovespa se desvalorizou mais de 70 %. Mas, naquele período, ocorreram pelo menos quatro recuperações fortes.

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IBOV (1997-1999)

O segundo exemplo, é o período entre 2000 e 2002, quando a bolha da internet estourou e a Nasdaq caiu aproximadamente 80%. No entanto, também ocorreram quatro fases de recuperação no período.

nasdaq

Nasdaq (2000-2002)

Acredito que estes exemplos nos mostram que existe muita volatilidade em “bear markets” e que uma entrada prematura para investidores afoitos pode ser o caminho mais rápido para a desgraça.

Uma verdadeira tendência de baixa pode demandar muitos meses de ajustes “dolorosos”. Durante esta fase de limpeza dos excessos da bonança, ocorrem recuperações nos mercados que podem iludir os mais otimistas. Saber quando se está diante de um “bear market” rali, ou quando uma nova fase de otimismo sustentável começou, faz toda a diferença no resultado. Acertar com exatidão as viradas dos mercados é praticamente impossível. Mas muitos investidores acabam enganados pelas falsas viradas, fases de acelerada recuperação dos ativos durante um cenário ainda desfavorável.

Em resumo, quando entramos em uma grande e duradoura correção dos preços, várias fases de recuperação e expressivas altas podem coexistir. Sem dúvida, estas oscilações representam uma grande oportunidade para os traders rápidos que não se apegam aos ativos. Mas, por outro lado, representam também um grande perigo para o investidor de longo prazo que passa a acreditar que o pior já passou e que está diante de uma importante virada sustentável, enquanto está apenas verificando uma recuperação dentro de um mercado ainda negativo.

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A visão de longo prazo

Publicado em 26.01.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Análise Fundamentalista, Aprendizado, Destaques, Estratégias

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image Antes de mais nada, me permitam fazer um alerta… Este artigo é voltado para o investidor de longo prazo, que não pensa em se desfazer da carteira nos próximos cinco anos.

É muito interessante observar o comportamento antagônico de muitos investidores durante o ápice da crise do subprime no final de 2008 e agora, apenas  1 ano  e alguns meses depois. No final de 2008 e início de 2009, tive a oportunidade de conversar com investidores que estavam totalmente desiludidos com a bolsa de valores e entregaram para os céus suas carteiras de ações devido à desvalorização. Comentei na época, que fazer isso tem um custo de oportunidade e que ele precisava manter um distanciamento emocional deste contexto e mudar o foco para o lado racional da situação, isto é, para as oportunidades.

Recentemente, encontrei um destes investidores novamente. E sem dúvida, era nítida a sua felicidade de ter permanecido na bolsa (mesmo sem ter decidido isso racionalmente) e recuperado boa parte das perdas da carteira.

Mas e agora, que parece que o mercado novamente vai passar por um momento de correção, como será o comportamento deste mesmo investidor? Terá aprendido com a experiência recente?

Quando mencionamos a estratégia de investimento de longo prazo somos obrigados a citar Benjamim Graham, sem dúvida o mentor do chamado investimento em valor. Graham diz: ”Aquele investidor que se permite ficar preocupado ou até mesmo apavorado com as quedas de seus papéis na bolsa estará transformando sua maior vantagem em sua maior desvantagem. Para este homem seria melhor que não houvesse qualquer cotação na bolsa, para que ele não se deixasse contaminar pela angústia mental causada pelo erro de avaliação de outras pessoas.”

Portanto na próxima correção do mercado, o investidor de longo prazo deve procurar oportunidades. Alguns tópicos são importantes e devem ser observados na empresa que você escolher para compor a carteira:

- Caixa forte (empresa sem dívidas);

- Sendo negociada com múltiplos atrativos. Ações baratas, negociadas abaixo do seu valor de reposição, isto é, o mercado está atribuindo erroneamente que não existe nenhuma perspectiva futura;

- Negócio atrativo (possui vantagens competitivas);

- Gestão da empresa razoavelmente competente e alinhada aos interesses dos acionistas.

Com este pequeno filtro as chances de se escolher uma empresa vencedora são muito maiores. Lembre-se que o investidor de longo prazo não tem pressa e portanto não se preocupa com o timming correto. Para ele, acompanhar o consenso do mercado significa pagar um preço muito alto e portanto fazer preço médio se as ações caírem mais é algo corriqueiro e que pode trazer bons frutos no futuro.

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Russell 2000

Publicado em 19.01.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Estratégias

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O índice Russell 2000 foi criado pela Frank Russell Group e procura identificar o comportamento das empresas de menor liquidez do mercado americano. O calculo deste índice é muito interessante. Inicialmente calcula-se a performance das 3000 ações mais negociadas na NYSE e em seguida se subtrai a performance das 1000 ações mais capitalizadas. O resultado é um apanhado das principais small caps da bolsa americana.

Acompanhar as small caps americanas pode ser bastante interessante. Afinal de contas, muitas vezes é mais fácil perceber anomalias em empresas com menor líquidez do que em cotações de companhias muito grandes.

Na bolsa americana, o Russell 2000 pode ser negociado de diversas formas. Existe inclusive futures e minifutures para o índice. Por este motivo ele é  muito utilizado pelos hedge funds em operações de arbitragem.

Muitos traders e investidores gostam de observar a relação entre o Russell 2000 e o S&P500. Quando o ratio Russell / SP500 está subindo,o risco do mercado também está subindo. Quando o ratio está caindo o risco do mercado está diminuindo.

Olhando para o comportamento dos dois gráficos nos últimos meses, percebemos como as empresas de menor líquidez se valorizaram com mais força do que as blue chips. Isso talvez explique a forte retomada da LAD de NYSE que já superou inclusive o topo do mercado do final de 2007.

rutspy

ladny

Russell 2000 / S&P500

LAD de NYSE

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Indicador de risco

Publicado em 13.01.2010 por CHRistian na(s) categoria(s) Aprendizado, Destaques, Estratégias

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risco

Cada vez mais me convenço que além de ter um eficiente setup de trading, o trader precisa conhecer as condições de risco do mercado. Nestas férias tive a oportunidade de ler a obra de um trader italiano chamado Luca Bagato que apresenta um indicador interessante sobre como captar o humor do mercado mundial. Em seu livro “Gli indicatori anticipatori di Macromarkets”, Bagato descreve o Macromarkets Equity Risk utilizando índices acionários e medidas de volatilidade como o VIX e o VDAX (o equivalente do VIX para o mercado alemão).

Confesso que estou apenas começando a estudar este indicador  e portanto não posso fazer uma avaliação mais minuciosa, mas baseado nas experiências relatadas pelo autor e descritas no livro, estou fortemente inclinado a usá-lo nas minhas análises.

Mas chega de conversa fiada e vamos direto ao conceito do Macromarkets Equity Risk.

O indicador utiliza três fórmulas como parâmetro e dá um peso para cada uma delas.

Primeira fórmula:

Calcular a distância em pontos entre a cotação do Dow Jones e a sua média de 200 dias.

Se o cálculo for >0, ou seja o DJI está acima da MM200, pegar 20% do valor de fechamento do índice . Por exemplo: ontem o DJI fechou nos 10627 pontos e a MM200 nos 9277, portanto temos (10627*0,20)= 2125,40

Se o cálculo for <0, ou seja o DJI está abaixo da MM200, pegamos 20% do valor de fechamento do índice menos a diferença deste valor para a pontuação da média 200 períodos. Por exemplo, no dia 06/03/09, o DJI fechou 6627 pontos e a MM200 nos 9887, uma diferença de 3260 pontos, portanto teríamos (6627-3260)*0,20=673,40

Segunda fórmula:

40% do quociente entre a cotação do S&P500 e o VIX (índice de volatilidade). Por exemplo: ontem o S&P500 fechou nos 1136 pontos e o VIX nos 16,96, portanto temos (1136/16,96)*0,40=26,79

Terceira fórmula:

40% do quociente entre a cotação do DAX (principal índice alemão) e o VDAX (índice de volatilidade do DAX). Por exemplo: ontem o DAX fechou nos 5943 pontos e o VDAX nos 20,33, portanto temos (5943/20,33)*0,40=116,93

Depois do cálculo das três formulas, somamos os resultados e temos o indicador Macromarkets Equity Risk. Neste caso, o valor do indicador ontem foi de 2269,12.

Segundo o autor, valores acima de 2000 pontos representam um mercado com volatilidade reduzida e portanto propício para operações long (comprado). Abaixo deste patamar, o trader deve observar oportunidades para operar vendido. Além disso, Bagato traça resistências e suportes no indicador que também servem como parâmetro operacional.

O interessante deste indicador é o fato de ele  agrupar o comportamento gráfico dos principais índices mundiais juntamente com os índices de volatilidade. Através dele, segundo Bagato, podemos conhecer o momentum do risk equity, fundamental para avaliarmos a hora certa de abrir uma posição no mercado. O autor ainda resalta que o indicador funciona melhor na escala semanal já que capta menos os ruídos da periodicidade diária.

Como já frisei testei pouco esta abordagem, mas resolvi mesmo assim compartilhá-la com vocês. Portanto, comentem e critiquem o que acharam do indicador de Luca Bagato. Pode ser de alguma ajuda para as nossas operações aqui no mercado brasileiro?

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